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COLÉGIO DA MABE – 95 ANOS – PARTE 1


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EU SEI QUE, nos últimos anos, eu tenho me reportado diretamente a inúmeros corações de confrades meus, todos ex-alunos da MABE, tantos quanto eu, em orgulho e amor. Hoje, mãos trêmulas digitam este texto. E, um único pedido ao nosso bom Deus: que, sob o mais profundo sentimento de GRATIDÃO,  a minha memória não se perca!

Daí, a razão de ter optado, por dividir em “partes” esta minha resenha anual.

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     IGUAL A TODOS VOCÊS,  a minha emoção é absoluta: neste 2016, fazem 10 anos que as minhas filhas começaram sua vida escolar. E, este início começou dentro da nossa casa. Eu digo nossa casa, porque nunca me senti de outro modo lá. Conhecia a tudo e a todos, era-me permitido ir a qualquer parte das dependências do nosso prédio. Vocês sabem: isto não era um privilégio meu…

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     MEU RETORNO OFICIAL À MABE, como ex-aluno, com todas as funções que um ex-aluno arcava no estabelecimento – em 95 anos, nós fomos muitos ex-alunos ativos, na vida diária do colégio! -foi em 2005, participando do único corpo da MABE, da qual sempre fiz parte: o Teatro de Amadores da MABE. Foi impactante! Todas as gerações, de alunos e ex-alunos ali, no mesmo eterno Palco. Rostos, conhecido e queridos por todos nós, por tantos anos…

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     NUNCA FIQUEI AFASTADO DA MABE, isto seria humanamente impossível. Os vínculos de amizade, os laços de afeto cada dia mais apertados. O Tempo passa, um Mundo Cão mostra seus dentes, fica apenas as coisas de real valor, aquelas que dão paz e esperança ao coração… Assisti todas as Peças, assisti a todos os Ballets… Estes, eu até assistia a alguns ensaios. Todos os anos, dei flores à Jô Fontes, até que um ano, fiz diferente: dei uma roseira. Por alguns anos, nosso assunto foi esta roseira, que crescera linda na casa da família Fontes, em um lindo vaso. Um dia, a Jô me telefona, para “informar” que Bob, o cachorro do prof. Roberto Fontes, havia destruído o jarro, e a roseira junto…

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     NÃO PRETENDO FALAR  HOJE da MABE que eu conhecia, dos Anos 1990 para trás, seria honestamente “chover no molhado”. E, é aí que coisas maravilhosamente interessantes aconteceram. De início, o Professor Fernando Fontes me deu a incumbência de comandar a Quadrilha da tradicional Festa Junina Mabeana. Deus sabe, como aquilo representava para mim! A primeira vez, que eu havia me apresentado em público, com minha mais tradicional imitação, mais ainda, dirigindo meus colegas, em uma esquete de “Casamento na Roça” escrita toda por mim, foi exatamente em 26 de junho de 1993, em uma Festa Junina.. E, o duplo desafio: eu comandaria a Quadrilha que, uma vida inteira, nós todos vimos ser brilhantemente capitaneada pelo ímpar Sr. GONZAGA!

     FRANCAMENTE? Eu amei cada quadrilha que comandei -em especial as dos anos de 2009 – uma Quadrilha muito especial, composta por filhos e netos de amigos dos dias de escola, professores, funcionários e famílias antigas da MABE, dos meus dias de aluno! – e 2011 – lógico, a primeira Quadrilha da minha filha mais velha! – mas, “‘substituir”‘ o Gonzaga?! Impossível! Doralice Simões e Tatiana Mele sabem, como foi para mim, cada ano a frente da Quadrilha. Na primeira vez, perguntei à  nossa amada Dora, como eu faria um “Coronel”. Argumentei que aquele papel ERA o Gonzaga, e não eu, o que eu deveria fazer. A Dora, com um sorriso no canto da boca, me perguntou: “Quantas Quadrilhas o Silvio Santos comandou?”. A Mele foi mais taxativa: “Faz o Silvio!”.

     BOM PÚBLICO DA MABE: sempre me aguentaram…

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     ESTA FOTO exemplifica bem essa incrível Quadrilha de 2009: o Vinícius, filho da Doralice, era o Noivo. De braços dados com a Dora, percorri toda a Quadrilha, dizendo quem era quem ali. Já havia dito, antes, que a Quadrilha era especial. Quando cheguei no Noivo, disse, com entusiasmo: “Ah! Esse aqui, já sentou muito no meu colo!”, gargalhadas mil! Joyce, a filha da Tatiana Villela – a Madrinha deste Blog, que estudou comigo em 1993! – fez parte também desta Quadrilha. O ápice da emoção foi ver, de repente, o Juan ali, na Quadra Coberta, rindo para mim! Naquele dia, ele passava pela rua do Riachuelo, viu a movimentação da Festa Junina. Decidiu entrar. Segundo palavras dele: “Quando entrei, e ouvi a voz, eu disse: ou Carlos Pimenta está na quadra, ou a MABE virou fábrica de imitadores do Silvio Santos!”… E a Vida, sempre nos brindando com alegrias e tristezas: em 2006, quando eu havia acabado de realizar, com muito êxito, a condução da Quadrilha, exatamente na hora que desci do Palco, quando saí da Quadra Coberta, o Professor Fernando Fontes vem até mim, e diz: “o nosso Gonzaga acabou de falecer. Acabei de saber.”…

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     MAS, COMO DISSE ANTERIORMENTE, represento aqui, na pessoa do ARIEL toda uma juventude, que tive o prazer de conviver algum tempo, todo muito preciosos para mim! A IANE COUTINHO se encarregou de me inserir naquele contexto novo. Uma juventude que me recebeu muito bem. Nunca fui mais velho, sequer um pretenso orientador. Eu era simplesmente MAIS UM… LUYRA, VINÍCIUS, AMANDA BARRETO, sem me esquecer jamais da inesquecível AMANDA, que dos céus nos acompanha…

     Passava parte das minhas tarde da semana na MABE. Ensaiava os meninos, então almoçava com a Diretoria. Ficava sabendo ali o que o Professor Fernando Fontes desejava, e o deixava a par dos acontecimentos. Ele era muito atento, perfeccionista em detalhes, deixando-me sempre muito à vontade, no desempenho das funções dadas a mim. Conversávamos muito sobre Teatro também. Então, passava na Biblioteca, porque uma boa conversa com Sônia Bouças era o melhor investimento do tempo! Quando a Sônia não estava, eu conversava com o Professor Antônio Sá… Conversava, é modo de dizer, porque eu ria demais com o Sá! Só me acha engraçado, quem nunca na vida conversou com o Sá!

     Quando a Doralice não estava dando aula, nós andávamos pelos corredores, parávamos naquele saudoso banco de pedra, abaixo da mangueira, e conversávamos… Doralice e sua família sempre foram pessoas muito caras para mim. Mas, naquele 2006 conturbado, para mim, ela foi especial! Tatiana Mele, eu sempre a incomodei no trabalho dela… Eu e meio mundo: é o que dá, tratar bem as pessoas!

     Quando o Ballet ensaiava, assistia um pouco do ensaio. Nas quintas- feiras, batia um longo papo com o Carlos Peixoto, o Psicólogo, que estava sempre disponível ali, todas as quintas. Então, antes de ir embora, passava na sala do Professor Roberto Fontes.

     Um antigo costume ainda reinava na MABE: os alunos, de diferentes turnos, se encontravam na MABE, em vários horários. A MABE continuava a ser o centro da Vida, dos jovens estudantes, fosse por causa de trabalhos escolares, prática esportiva, Ballet ou simplesmente, estar em um lugar seguro e confiável.

     UM MUNDO, de boa gente trabalhava ali: quem não se lembra, das inúmeras vezes, dos funcionários da manutenção, limpando constantemente as folhas secas, das muitas árvores, que nosso amado colégio tinha?

     EU CONHECIA TODAS AS PESSOAS ALI, e já há muitos anos! Especialmente as Professoras que minhas filhas tinham e viriam a ter. Mas, eu nunca as incomodei com qualquer tipo de pergunta. Pra que? Existia ali, a melhor pessoa do Mundo, para olhar e até orientar nossos filhos ali:

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     O SR. FERREIRA! E digo mais: O SÉRGIO, a pessoa com quem mais me afeiçoei nesta época, vivia brincando com minhas filhas, chamando-as de “Pimentinhas”…

     E, FALANDO DE IMPORTÂNCIA, falo agora de algo, que me encheu de profundo orgulho, que eu simplesmente amei fazer: o Professor Fernando e o professor Roberto Fontes deram-me mais uma tarefa, no rol das tarefas de um ex-aluno da MABE: de 2006 a 2011, para as Turmas Formandas de C.A. e 1ª Séries, os Diplomas conferidos foram entregues em Cerimônia, pelas Professoras das Classes, nossa amada ANA CATALDO e eu…

     POIS É, o Carlos Pimenta ali, junto do Corpo Docente, distribuindo os Diplomas mais importantes, da Vida daquelas crianças: o de Alfabetização!  A Ana Cataldo e eu nos divertíamos horrores, com “as bobagens” que cada ano eu decidia: no ano em que o Fluminense fora campeão brasileiro, eu “tinha decidido” que quem era Tricolor não ganharia Diploma, e “bati boca” com as crianças; na polêmica eleição do Tiririca, eu garanti que aquelas crianças iriam muito mais longe na Vida, pois os Diplomas estavam ali, nas minhas mãos…

     NAQUELA ÉPOCA, algumas crianças diziam que eu era “o Presidente da MABE”, porque era eu quem dava os Diplomas! Eu ria muito disso! Também nunca disse que não era: eu dizia que ficava um ano inteiro “no meu escritório” – que era o quarto onde o Sr. Gonzaga e os demais vigilantes da noite descansavam! e, uma vez ao ano, eu saía, para dar os Diplomas. E, enquanto “Presidente”, perguntava se estavam se comportando e estudando bastante… E, lógico, sempre pensei a mesma coisa: que pena, estas crianças não terem a oportunidade de ter conhecido o eterno Diretor Geral da MABE, Dr. JOSÉ SEBASTIÃO FONTES, homem que Deus me permitiu ter uma convivência diária… Vocês não sabem,mas quem me ensinou a vestir bem um Terno, foi o Dr. José…

     JUNTO DO TEATRO, esta entrega de Diplomas foi o que eu mais amei ter feito, nas dependências da MABE: de tantas crianças, lembro-me de ter entregue Diplomas aos filhos da Rosely e da Adriana, prima e irmã do Clóvis Matos, que estudou comigo, elas eram contemporâneas minhas; o filho mais novo do Professor Antônio Sá, a neta do Pastor da minha Paróquia, a filha do Professor Flávio Haroldo, os netos da família Alvarez, uma das mais antigas da MABE, e sem dúvida alguma, as entregas que mais me emocionaram: os Diplomas das minhas duas filhas…

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     DIGAM -ME: EM QUE OUTRO LUGAR DO MUNDO, UM PAI TERIA ESTE PRIVILÉGIO? Apenas neste lugar lindo, maravilhoso ao seu jeito, onde tantas Debutantes dançaram seus 15 Anos, onde Sonhos e Dramas típicos da Juventude, Gerações estudaram e fizeram seu filhos e netos estudarem também…

     A MABE...

    Por hoje, eu não posso escrever mais…

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      A GILBERTO (PATINHO) E ARNALDO, grandes ex-alunos, que a minha Geração aprendeu a amar, respeitar e se deixar influenciar: como nunca, hoje meu coração é de vocês! Eu acredito que nosso JORGE NELSON também está feliz hoje, nos acompanhando do Céu…

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A TODOS OS EX- ALUNOS DA MABE: PARABÉNS POR ESTE DIA! 

Aquele Abraço!




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