Arquivo para setembro \15\UTC 2015

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IANE COUTINHO – REGISTRO


559910_545650882129138_515837674_nO ANO ERA 2005, E CARLOS PIMENTA OFICIALMENTE OCUPAVA SUAS OBRIGAÇÕES DE EX-ALUNO DA MABE. Todo ex-aluno tinha alguma função no “Vetusto Educandário“. A volta à MABE se deveu, em virtude do seu primeiro amor: o Teatro de Amadores da MABE, onde tudo começou. O Espetáculo – como tudo na MABE – seria grandioso. Se não bastasse simplesmente reunir Astros e Estrelas dos quase 70 anos de história do TAM, o Ballet da MABE também faria parte da fantasia teatral “A Roupa Nova do Imperador“, adaptação da Jô Fontes, musicada pelo Jerry Adriani. Enfim, algo tipicamente mabeano. É lógico que o colégio era outro, o tempo havia passado. Pela primeira vez na vida, eu estava usando um microfone em cena; nos dias do Carlos Nobre, Jorge da Costa e do eterno Dr. José Fontes, era “garganta, pra que te quero!”. Por acaso, eu estava de terno, quando fui até lá, rever meus bons e velhos camaradas, e conhecer os novos amigos – uma geração de novos atores já existia lá… Mas, eu percebia que havia uma certa preocupação, pelo fato de o Ballet fazer parte do Espetáculo, e sempre havia aquela pergunta: “quando se fará o ensaio em conjunto?”, e me perguntavam se eu não me preocupava. “Me preocupar com o Ballet da Jô? Me preocupo mais comigo em cena!”, assim o Super Bacana voltava a decorar seu texto, enquanto o próprio Jerry não vinha ensaiar as partes nas quais eu cantava… A verdade é que, um velho hábito ainda perdurava na MABE: queriam mesmo era ver as belas bailarinas em ação, conhece-las, e aí conversa vai, conversa vem… E vinham até mim, me incomodar com o velho e manjado “me apresenta aí!”… Mas, eu estava mais interessando no pós-ensaio, que muitas vezes foi pré-ensaio, com o Arnaldo, o Gilberto e eterno Jorge Nelson ali, no botequim em frente à MABE…

1467388_727338377293720_939225962_n     IANE COUTINHO se fez notar, da maneira mais simples do universo: uma beleza toda sua, fora do padrão estabelecido, bem brasileira, além de um amor incondicional à dança! A primeira foto que postei mostra bem a Iane que eu conheci, com 17 anos de idade. Pretendentes nunca faltaram, mas todos pararam diante de um Leão de Chácara que, sempre que podia, se fazia presente aos ensaios, no melhor estilo “não basta ser mãe, tem que participar!”… Ali, nos bastidores, nossa amizade começou, e ficou reforçada pelo enorme carinho que eu vi Iane ter pelas minhas duas filhas, na época com 4 e 3 anos ambas. Iane literalmente ficava pra cima e pra baixo com as meninas. E conversa que corria à solta, sempre! Claro que isto não ficou impune: as línguas ferinas diziam que eu era o único homem que conversava com a Iane, mas o Leão de Chácara já havia me batizado de “Viado Velho“, e a Jô Fontes já havia ouvido N reclamações a respeito… Gargalhadas, muitas gargalhadas. Uma garota de cabeça feita, inteligente como pouca gente, decidida, determinada, que sabia bem o que queria da vida, muito bem criada. Simplesmente adorada pelo pais, pelas professoras do Ballet e amigos, sua festa de 18 anos – eu estava lá! – foi onde pude constatar não apenas as coisas descritas acima, mas principalmente a fortaleza do seu caráter! Acima de tudo, a beleza do humano permeava sua personalidade…

10577131_289580351229655_161792961199105247_nO TEMPO CORREU, e durante todo seu Segundo Grau, nossa amizade se fortaleceu: com a entrada das minhas filhas na MABE, mais as minhas funções de ex-aluno, fizeram-me uma pessoa muito mais presente no dia a dia do colégio, o que eu simplesmente adorava. Iane, sem qualquer constrangimento – ela era minha amiga! – me introduziu à realidade da MABE de 2006, tão distante da minha, dos Anos 90. Em outras palavras, a Iane disse: “ele é uma peça do Museu da MABE, mas destas que se pode tocar!”, dos novos amigos, de cara, o Ariel roubou a cena, a Luyra que queria ser Modelo, Crislaine queria ser Psicóloga, além da nossa eterna Amanda, que chegou a ser o Coronel da Quadrilha da Festa Junina que eu comandava – minha quadrilha, minhas regras! – cada instante vivido com esta turma fora um simplesmente um verdadeiro privilégio, iniciado nos bastidores do Teatro… Ah, o Ariel era um Padre afrescalhado, a Luyra a Mulher Samambaia – eu disse, minha quadrilha, minhas regras! Um dos melhores Casamentos na Roça que eu já participara… E, a Iane sempre por ali, torcendo, participando, sendo ombro amigo! Não pensem que, com sua Formatura rumo à Faculdade – onde passou em primeiro lugar, a danadinha! – a Amizade acabou: nunca o telefone fora tanto usado, jamais deixando de perguntar pelas minhas meninas…

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Sabe Iane, honestamente: nada mudou! O Tempo não passou, os amigos não passaram, e isto me faz muito feliz!

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EU DE TERNO E ELA NA BECA! Um início de juventude com muito estudo, muito esforço, muita luta, muita determinação. Sei porque, às vezes, quando ela cansava de estudar, ela dava um telefonema rápido, se animava, e caía de novo nos livros! Passou, com louvor, em duas universidades públicas… Sorry, Periferia!

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     AGORA, O SEGREDO DO SUCESSO, porque eu o sei: Iane sempre fora fiel à sua essência! A mulher que se tornou está bem aqui, nesta imagem onde percebe-se o carisma, a simpatia, a disciplina – a foto tem pose mas ficou espontânea! Um Luxo! – sua beleza sempre existiu, porque não é o tipo de coisa que se faz com maquilage ou tratamentos: vem de dentro de uma personalidade íntegra, sem rodeios e honesta, sobretudo consigo mesma! Eu olhava a Iane com minhas filhas, e dizia: “que as minhas sigam este exemplo…  Será que essa história de “passa por osmose” é verdade?”…

1451360_760582573956702_94397311_nSUA HISTÓRIA, seu destino, sua vida, todo este poder sempre lhe pertenceu! Você pode fazer absolutamente tudo o que deseja, porque na verdade, foi o que sempre aconteceu! Fui um privilegiado, não apenas em ser seu amigo, mas em especial, por ter estado ao seu lado, nestes 10 anos de amizade, sendo a mais fiel das testemunhas, a cerca de cada etapa vivida, cada vitória conquistada, os desejos mais simples de adolescente, a caminhada com os próprios pés, o Mundo dos Adultos onde, mais do que nunca, a força da juventude, o coração de criança e a alma de bebê são ouro puro! Palavras escritas com emoção, lágrimas de alegria, uma honra ver a mulher que você se tornou! Neste seu aniversário, que estas minhas palavras lhe encontrem, cercada de paz, carinho, luz, amizade, muito amor, saúde! Que Deus, nosso Senhor te abençoe hoje e sempre, conservando o melhor que você tem, e desde sempre: sem incomensurável CORAÇÂO DE OURO!!!

     Estamos todos aqui, onde sempre estivemos: no lado direito do peito! O Ariel, certamente, vai aparecer com aquele rocambole Pullmann e palitos de fósforos… E, cá entre nós? Que falta, estas coisas nos fazem…

     MINHA AMIGA TÃO ESPECIAL: PARABÉNS PRA VOCÊ!!!

Deste seu velho amigo,

AQUELE ABRAÇO!

07
set
15

UMA VIDA DE LEMBRANÇAS NO 7 DE SETEMBRO


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     ÉRAMOS PREPARADOS, com afinco, pela Madre Superiora, a Irmã Sineide – muito séria, firmemente executando aquele bumbo – marcando cada passo, alinhando os alunos para a Marcha Cívica do 7 de Setembro, que nossa escola, junto com outras tantas, mais os Quartéis realizavam na Quinta da Boa Vista, na Semana da Pátria. Visitas aos Quartéis eram pauta também, naqueles dias.

     Não que isto fosse exatamente uma novidade para nós, especialmente para mim, nascido no bairro de São Cristóvão, passando minha primeira infância na própria Quinta da Boa Vista, nossa escola ao lado da Quinta, vendo sempre os soldados executando marchas e corridas pelo bairro, pela Quinta, parque que, na minha infância, recebia nos domingos gente de toda parte, que assistia os quartéis exibirem todo maquinário do Exército Brasileiro, em exposição com militares in loco, explicando tudo sobre eles, especialmente os orgulhos nacionais, os tanques Cascavel e Urutu…

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     Minha infância no 7 de Setembro tinha o uniforme da escola limpíssimo, sapatos pretos engraxadíssimos, as Freiras conferindo os mínimos detalhes. Estávamos em São Cristóvão, o bairro Imperial, na Quinta residência dos Monarcas brasileiros, um bairro desde sempre rodeado de quartéis, a casa da Marquesa de santos que virou um Museu… E, tudo isso recebia um verniz especial, graças ao Regime Militar, vigente naquela época…

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     Marchávamos, todos juntos, era lindo, era rápido, fazíamos parte da grandeza da Nação, pensava assim minha cabeça de criança que, nunca se cansava de ver aqueles tanques sendo guiados pela avenida principal da Quinta, com aquelas esteiras que eram um enigma para mim – como eles faziam para dobrar à direita, como se fazia para manobrar aquele gigante, que fazia o chão tremer em seu passeio, marcando naquele asfalto bruto seu rastro…

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     O meu último ano, naquele pequeno colégio, gerou uma preocupação em mim, pois talvez não mais marcharia na Quinta… Bobagem: o colégio para onde eu fui, o grande Colégio Pedro II só perdia em número no desfile para os militares… Imaginem: um colégio chamado Pedro II, criado pelo próprio Pedro II, não se faria presente ali? Ainda mais que, a maior unidade daquele educandário ficava bem ali, em São Cristóvão…

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     E, os anos foram passando, o governo dos Militares acabou, o país marchava ao passo civil, e meu amor pelo 7 de Setembro com seu desfile cívico continuava. Nos mudamos, no fim dos Anos 1980, de São Cristóvão para o Centro do Rio de Janeiro, o que simplesmente me fez assistir, por longos anos, os Desfiles Militares na grande Avenida Presidente Vargas, em pleno 7 de Setembro!

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     Era 1989, na minha cabeça de início de adolescência, disse a mim mesmo: “a coisa ficou séria agora!”!

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     Era o Centenário da República do Brasil!  Assisti a Glória das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – aviões e helicópteros voando baixo, salvas de canhões de dentro do Campo de Santana – onde a República fora proclamada! – Cabalaria, Blindados, Militares, Colégios, os Veteranos da Segunda Guerra, entidades civis como a Legião da Boa Vontade – LBV – até a Comlurb – a Companhia de Limpeza Urbana – marchavam no 7 de Setembro!Pedro I

     Naqueles dias, muitos quadros foram restaurados, os Museus exibiam com orgulho quadros imensos, a população recebia “O Grito da Independência”, “A Batalha Naval do Riachuelo”, dentre outros, todos até hoje lá, em uma galeria imponente no Museu Nacional de Belas Artes, na Avenida Rio Branco, Centro do Rio, lugar que se tornou, por um bom tempo, minha segunda casa.

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     As Freiras e as aulas de Música no Pedro II, e até mesmo a minha Mãe em casa – ela vivia a cantarolar “‘O Cisne Branco, Em Noite de Lua…” – me possibilitaram acompanhar uma coisa que, desde minha infância, eu adorava: as Bandas Militares e os Hinos Oficiais executados sempre. No Centro, eu cansei de acompanhar os ensaios da Banda do Corpo de Bombeiros Militares, no quartel central da corporação… Uma certa canção que, com vergonha admito, até hoje não sei o nome, mas simplesmente me faz “sair marchando”, sempre que ouço, uma canção sempre executada no desfile de Cavalaria Mecanizada, algo que conheci graças a uma paixão que conservo até hoje: O DESFILE CÍVICO MILITAR DE BRASÍLIA!

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff chega em carro aberto para assistir ao desfile de 7 de Setembro

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff chega em carro aberto para assistir ao desfile de 7 de Setembro

     Talvez, a única coisa que trouxe de desde minha infância que conservo até hoje – além do meu próprio nome! – esse desejo enorme de assistir, em Brasília, o Desfile de 7 de Setembro! Na época do Governo dos Militares, lembro bem da emissoras de televisão cobrindo os desfiles de 7 de Setembro. Hoje, apenas as Redes Públicas de Televisão – hoje, a chamada Rede Brasil – no Rio de Janeiro, o canal 2, antiga TVE, faz esta cobertura.

Brasília - DF, 07/09/2012. Presidenta Dilma Rousseff durante o desfile cívico-militar de 7 de setembro.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasília – DF, 07/09/2012. Presidenta Dilma Rousseff durante o desfile cívico-militar de 7 de setembro.Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

     Não se trata de política ou partido: de todos os presidentes que eu assisti neste desfile, tenho carinho pela presidente Dilma que, sempre que pode, mostra-se como uma membro da resistência ao Regime Militar mas, a frente desta nação, não desmerece a importância das Forças Armadas no Brasil de hoje! Não se trata de política mesmo, pois não gosto do PT, mas reconheço que os governos que mais investiram nas Forças Armadas foram o do presidente Lula e da atual presidente. Lembrem-se: devemos, por patriotismo e civismo, respeitar a pessoa que está a frente da Presidência da República, Comandante em Chefe das Forças Armadas do país, pessoa eleita democraticamente pela Nação. A “candidata Dilma” – assim como o “candidato Lula” – não recebeu meu voto, mas tem meu respeito absoluto, e desejo participativo para que realize um grande governo. É bobagem desejar o contrario: o fracasso do governo é a catástrofe de nossa nação, não devemos ambicionar isto, é indigno do 7 de Setembro tal coisa… Pessoalmente, considero um charme “uma presidenta” neste Rolls-Royce, nesta cena onde batedores em motos Harley Davidson mais um blindado nacional acompanham a presidente, é cinematográfica!

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     A história do Brasil desfila em Brasília: os Dragões da Independência, Bateria Caiena, e a Esquadrilha da Fumaça, tão brasileira, arrojada e moderna, encerrando com beleza e otimismo, orgulho e civismo, o lindo desfile da capita Federal. Mesmo em seus dias mais difíceis – houve época em que, sequer combustível fora fornecido para os carros de combate desfilarem! – quando nossas Forças Armadas sofrera um legítimo sucateamento, nossos Militares nos proporcionaram o Desfile de 7 de Setembro, sem reclamações ou críticas, no melhor estilo militar: Missão dada é Missão Cumprida. Como eu sei? Conheço a Família Militar, ouço sobre suas lutas, mas não vejo um único militar lamentar, porque eles sabem bem que quando um militar lamentar, a Nação perderá seu sentido de existência!

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Nesta data tão especial – Nossa Data Nacional – que o nosso bom Deus guie as mentes que dirigem nossa nação, abençoe o povo brasileiro, carinhosamente fortaleça nossas Forças Armadas! Deixo aqui, com a alegria das lembranças vividas, o amor pelo meu Brasil, esperanças de um futuro tão grande quanto nossa extensão territorial, algo que só não é maior que as pessoas que são este país, meu Hino favorito, aprendido nos meus dias de Pedro II, quando seu autor – Maestro Guerra Peixe – era um professor aposentado da instituição: FIBRA DE HERÓI.




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